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Existe um leque muito variado de desportos, desde os colectivos aos
individuais. Quando um jovem escolhe uma actividade e se envolve nela,
está a desenvolver interesses pessoais, que podem contribuir
largamente para que nunca venham a surgir comportamentos desviantes,
como o consumo de drogas. A prática de qualquer desporto implica a
existência de sentido de responsabilidade pelo cumprimento dos
compromissos assumidos, nomeadamente a assiduidade e a
pontualidade aos treinos.
Pressupõe também o estabelecimento de metas pessoais (entrar
para a equipa principal, melhorar os tempos, aperfeiçoar um salto, por
exemplo) e a tentativa de as alcançar. Esta implica persistência
e trabalho continuado. Se transferirmos estas competências para o
domínio académico, podemos ver que o seu desenvolvimento nesta área
acarreta uma maior eficácia no estudo, fazendo prever um maior
sucesso académico.
Qualquer desporto colectivo implica também o desenvolvimento de
competências de relacionamento social e de trabalho em grupo. O
que acontece quando o colega ou o adversário é insultado ou agredido?
Não há que tornar uma equipa rentável, não obstante os afectos? Como
se faz isso a não ser desenvolvendo a disciplina, a
tolerância, a aceitação da diferença, o espírito de
colaboração e de entreajuda, a participação num
esforço colectivo para se atingir um objectivo comum?
A prática regular de desporto é um hábito a adquirir desde a infância.
Se ele só for procurado quando o colesterol e o excesso de peso o
pedem, custará muito mais a adquiri-lo. O stress acumulado na agitação
do dia-a-dia encontrará também aí um poderoso antídoto. Por isso,
pais, investir na prática do desporto pelos vossos filhos é apostar no
desenvolvimento de competências que os auxiliarão na vida académica e
é contribuir para uma melhor saúde física e mental, a curto e a longo
prazo. Mas, cuidado, não os façam morrer da cura! Não será preciso
praticarem todas as modalidades!
emanuel.silva@iol.pt
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